quarta-feira, 8 de maio de 2013

Em Homenagem ao 31º aniversario de Rondon - Poema de Rosa Peres

CIDADE POEMA


Qual o sexo da minha cidade?
Ela é multicolorida, multifaceta
e carrega as cores do arco – Iris.
A descrevo liricamente com o pensamento híbrido
como um linda virgem de longos
cabelos esverdeados, favos de mel,
ora vejo minha cidade como ipês e
maçarandubas prontas para a exportação,
um belo jovem Paricá responsável pelo
desenvolvimento urbano e sustentável.
Minha cidade tem a rua como casa e a casa como pátria,
É  a célula da Br,
nasceu da fusão de imigrantes e candangos
que rasgaram sob sol e chuva, com mãos de aço e ferro, num corredor de Lama, sem estradas,
 a colossal Candagolândia,
uma tímida vila com viés dentro de um mosaico
de  veias abertas e sangrentas da Amazônia.
De Vila a Rondon do Pará,
um cenário urbano de transformações sociais
beira rio, beira vida...
Cidade multicultural,
uma ala de poetas com veias abertas para a vida,
um canto universal de cantores que falam de suas raízes,
artistas plásticos que pintam, desenham e esculpem, uma aquarela inimaginável,
anjos que rodopiam em plumas leves a dança da vida.
Cidade poema de canto urbano,
de economia madeira como jóia, agora minério,
emancipada em 1982
por homens que a sonharam e investiram nos seus sonhos.
Ah Rondon do Pará!
Cresça, invente, crie, apareça, floresça com equidade e justiça social.

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